Enquanto o mercado discute,
a gente realiza.
O audiovisual está cheio de pitch, mentoria, laboratório e feedback. A pergunta aqui é outra:quanto custa pra essa ideia existir?
O cenário virou um congresso permanente sobre cinema. Pitch de manhã, mentoria à tarde, painel à noite. No fim do mês a ideia continua no Drive, em PDF, esperando alguém dizer vai.
A régua do que é "viável" foi escrita por quem nunca precisou pagar uma diária de som direto. A régua do que é "relevante" foi escrita por quem nunca viu seu nome nos créditos.
Não tem painel, não tem fala de abertura. Tem leitura de roteiro, lista de equipamento, planilha de custo real.
Não escolhemos pela sinopse mais bonita. Seu projeto cabe na grana possível? Bora produzir.
Não precisa ter prova de vida, seleção oficial de festival, prêmio ou seguidor. Precisa ter capacidade de entregar.
A pergunta que interessa não é "tem mérito?". É quanto custa e quando começa.
Nome. Contato. Função. Acabou. Sem upload de PDF.
Seu projeto entra em avaliação. Voto popular e júri artístico decidem quem avança.
Decupagem. Orçamento. Equipe. Cronograma de produção.
Filma. Monta. Mostra. O destino da obra é a tela, não a gaveta dos aprovados.
Aviso: não é incubadora. Não é coletivo. Não é programa. É um combinado entre quem faz.
Leandro Andrade.
Mais de 25 anos trabalhando com audiovisual.
Já participei de pitch, laboratório, mentoria, rodada de negócios e todas as outras palavras que o mercado inventou pra falar de projetos que só existem na sua cabeça.
Resolvi testar outra pergunta:
quanto custa pra fazer?
O Bora Fazer é uma iniciativa privada de responder essa pergunta.
Seis campos. Nada de carta de motivação. Nada de "conte sua trajetória".
Ainda não. Primeiro estamos descobrindo quantas pessoas querem fazer parte disso. Depois descobrimos quanto dinheiro existe. Depois descobrimos o que dá pra rodar. Necessariamente nessa ordem.
É e não é. Tem chamada e seleção. Mas esquece coisas como aderência temática. Nota de corte. A diferença é simples: aqui a pergunta não é “seu projeto merece?”. É: dá pra fazer com o que tem?
Não. Mas ajuda já ter tomado algumas pancadas. O Bora Fazer não procura o currículo mais impressionante. Se você já sobreviveu a um pitch, uma rodada de negócios ou um “manda o material”, já sabe do que tamos falando.
O formato nasce da combinação entre pessoas, recursos e vontade. Pode ser curta. Pode ser doc. Pode ser série curta. Desde que seja realizável com a grana disponível.
Quando houver recursos pra rodar os primeiros projetos. Simples assim.